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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Fred se diverte e faz embaixadinha em participação no programa Altas Horas
Fred se diverte e faz embaixadinha em participação no programa Altas Horas
14/09/2012 - 06h02

Fred defende 'rapidinha' antes de jogos, ri de flagra na balada e arranca suspiros em programa

Luiza Oliveira
Do UOL, em São Paulo


Artilheiro e líder do Brasileirão com o Fluminense, Fred está em alta. O atacante foi convidado do programa Altas Horas, nesta quinta-feira, e roubou a cena ao arrancar suspiros da mulherada da plateia. Descontraído, ainda brincou com um flagrante seu na balada e defendeu a prática de sexo antes dos jogos.
Mesmo chateado por não ter sido convocado para a seleção brasileira, Fred estava à vontade. Fez embaixadinhas com a atriz Fabiana Karla e cantou músicas sertanejas com a dupla Bruno e Marrone. Não demonstrou timidez nem para fazer pergunta para a sexóloga Laura Muller.

FRED: CHATEADO AO NÃO SER CONVOCADO

  • Mowa Press/Divulgação O atacante Fred tem sido um dos assuntos mais comentados durante as últimas semanas e não só pelos gols que faz pelo Fluminense. As declarações polêmicas do atacante sobre a sua ausência das convocações para os últimos amistosos da seleção e sobre o técnico Mano Menezes geraram muita repercussão. Nesta quinta-feira, o camisa 9 do Flu falou sobre o assunto e amenizou as críticas.
“Todo mundo pergunta se sexo antes de atividade física prejudica. A mim não atrapalha em nada. Queria saber se tem um relatório que comprove isso para eu poder mandar lá para o Fluminense?”,  brincou, levando o público à gargalhada.
Laura respondeu que sexo não é prejudicial ao desempenho dos jogadores, desde que não seja uma atividade muito exaustiva. Fred não perdoou. “Uma rapidinha já resolve...”.
A declaração deixou as mulheres da plateia entusiasmadas. Os assovios e os gritos de ‘lindo’ ecoaram no estúdio desde o momento em que o jogador foi apresentado por Serginho Groisman no início da atração.
Fred levou com bom humor até um episódio embaraçoso. O programa mostrou uma foto em que o jogador aparecia com um fã na balada sertaneja mais conhecida de Belo Horizonte.
“Me alivia aí, fala que foi no teatro. Senão vão me chamar de cachaceiro. É uma boate boa em BH, tem um povo bonito”, disse.
Fred só adotou o tom sério ao falar sobre as cobranças da torcida. No ano passado, ele teve desentendimentos com a torcida do Fluminense ao ser acusado de ir para 'noitadas'. Depois de ter sido visto em um bar e perseguido pelas ruas de Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro, ele discutiu com a diretoria e ameaçou deixar o clube.
O atacante defendeu que a vida pessoal deve ser respeitada e que os atletas têm direito à diversão. “Incomoda quando parte para a violência, não concordo e não aceito. O Brasil vive dessa paixão. A gente espera que o torcedor encontre a barreira de respeito à vida pessoal. Jogador tem direito de ir a um restaurante, tomar um vinho com a namorada, sair com quem for. Jogador merece isso”.


14/09/2012 00h05 - Atualizado em 14/09/2012 00h07

Oswaldo espera volta de Seedorf no domingo: 'A falta que ele faz é óbvia'

Técnico do Bota lamenta ausência do holandês no empate com o Inter e cita experiência do elenco rival como fator importante na construção do resultado

Por Thales Soares Rio de Janeiro
9 comentários
A ausência de Seedorf pesou para o Botafogo na opinião do técnico Oswaldo de Oliveira no empate em 1 a 1 com o Internacional, nesta quinta-feira, no Engenhão, pelo Campeonato Brasileiro. O jogador ficou fora do jogo por ter sofrido uma leve contratura na coxa esquerda. Segundo o comandante, o time acabou sentindo a ausência de um jogador de renome internacional, diante de um adversário que contava com Forlán, D'Alessandro e Leandro Damião.
A expectativa de Oswaldo é de que Seedorf possa estar disponível para o jogo com a Ponte Preta, domingo, em Campinas. Na sequência, o time terá intervalos para trabalhar com apenas um jogo por semana nos próximos 20 dias.
- A falta que ele faz é óbvia. Tivemos um jogo duríssimo e a experiência desses caras faz diferença. É importante ter a presença do Seedorf. Provavelmente, ele volta domingo. Já o vi treinando hoje (quinta-feira) e fará ainda uma parte mais específica nos próximos dias - comentou Oswaldo.
Oswaldo de Oliveira, Botafogo (Foto: Wagner Meier / AGIF)Oswaldo de Oliveira observa o jogo desta quinta-feira (Foto: Wagner Meier / AGIF)
Seedorf já havia desfalcado o time na vitória por 2 a 0 sobre o Coritiba, quando foi vetado no dia do jogo por estar com dores na coxa direita. Oswaldo tinha na cabeça que em algum momento precisaria viver essa situação com o holandês.
- Vez por outra, precisamos deixá-lo fora. Desde o São Paulo, ele já estava sentindo dores. Descansou contra o Coritiba e fez um grande jogo contra o Cruzeiro. Agora, voltou a sentir e achamos melhor que tenha uma recuperação plena de forma mais efetiuva - explicou Oswaldo.
O Botafogo terminou a rodada na quinta colocação, com 38 pontos, quatro pontos atrás do Vasco, que seria o último classificado para a Taça Libertadores do ano que vem.

Felipão tentou mostrar a atletas que título da Copa do Brasil não era suficiente
Felipão tentou mostrar a atletas que título da Copa do Brasil não era suficiente
14/09/2012 - 06h02

Crise que fez Felipão cair teve Bope, padre e dedo-duro contra deslumbramento de jogadores

Danilo Lavieri e Ricardo Perrone
Do UOL, em São Paulo

  • Comentários 16
A luta de Luiz Felipe Scolari para não cair começou exatamente após o título do Palmeiras da Copa do Brasil. A frase parece contraditória, mas, assim que os jogadores conquistaram a taça tão sonhada pela torcida, o treinador e sua diretoria detectaram que alguns atletas subiram em um pedestal do qual demoraram para descer. A maioria do elenco nunca havia sido campeã de nada e ganhar um torneio nacional e que garante vaga na Libertadores iludiu boa parte dos jogadores.

Entre a conquista da Copa do Brasil, em julho, e sua queda, oficializada nesta quinta-feira, Felipão usou das mais variadas táticas para acabar com esse deslumbramento. Deu palestras motivacionais, broncas, barrou a imprensa de entrar no CT, chamou psicóloga, pediu contratações pouco acreditadas para balançar o elenco e usou até da religião e do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) para mudar o ânimo da equipe. Nada disso adiantou.

Luiz Felipe Scolari

Foto 226 de 226 - Entrevista com o técnico Luiz Felipe Scolari, da seleção brasileira, em Assunção, no Paraguai Arquivo/Reuters
Mas, de acordo com o que o UOL Esporte apurou com dirigentes que vivem o dia a dia do grupo, o grande problema foi a guerra fria travada entre um dedo-duro e o elenco. Na tentativa de motivar seus jogadores, como fazia antigamente, Felipão teria pedido a uma pessoa próxima para alertar três jogadores por meio de notícias nos jornais: João Vítor, Daniel Carvalho e Maikon Leite.

Com notícias colocadas na mídia, o técnico esperava que o volante, que supostamente havia chegado a um treino com hálito de álcool, e o meia e o atacante, que demoravam a sair do departamento médico, "acordassem". No fim, o elenco não engoliu que fatos internos fossem vazados e começaram a questionar a liderança do pentacampeão.

No passado, já havia sido assim. Marcos, por exemplo, admite que Felipão mantinha contato com a Mancha Verde na sua primeira passagem pelo clube para avisar os organizados de quando os atletas estavam acima do peso. Na ocasião, especialmente pelo aval da Parmalat, a artimanha funcionou. Desta vez, o feitiço, literalmente, virou contra o feiticeiro.

"Para mim, a leitura é clara. As coisas demoraram a acontecer depois da Copa do Brasil, mas, quando começaram a acontecer, o Felipão perdeu o controle do grupo. A história do dedo-duro ninguém engoliu. Acho que trocar o técnico foi uma medida emergencial, mas, agora, espero que Tirone faça a limpeza completa. Ele poderia trocar até a grama da Academia", disse um dos dirigentes que faz parte de sua diretoria e que chegou a ser usado pela comissão como possível bode expiatório para a polêmica do dedo-duro.

Como últimas tentativas para tentar tirar o Palmeiras da zona de rebaixamento, Felipão apelou mais uma vez para o motivacional. Em São Paulo, convocou um padre para uma oração no vestiário. Depois, chamou um pastor para agradar os evangélicos. O resultado foi uma vitória contra o Sport, mas uma derrota diante do Atlético-MG.

Final da Copa do Brasil - Coritiba x Palmeiras

Foto 42 de 56 - Jogadores do Palmeiras comemoram a conquista do título da Copa do Brasil. Taça foi confirmada com o empate por 1 a 1 com o Coritiba no estádio Couto Pereira. No primeiro jogo da final, o time paulista havia vencido por 2 a 0 na Arena Barueri. De quebra, a equipe se classificou para a Libertadores de 2013 Mais Rivaldo Gomes/Folhapress
No Rio de Janeiro, assim como já havia feito durante a Copa do Brasil, Felipão promoveu uma palestra de um integrante do Bope antes do jogo contra o Vasco. No vestiário, ele usou o policial para tentar mostrar que uma reviravolta era necessária. Não deu certo. O time voltou a enfrentar dificuldades e perdeu por 3 a 1.

Agora, após a saída, Felipão deixa o time na 18ª colocação do Brasileirão, com 20 pontos, a sete de sair da zona de rebaixamento. No momento, o presidente Arnaldo Tirone estuda dois perfis completamente diferentes para comandar o Palmeiras nas últimas 14 rodadas do campeonato. Jorginho, hoje no Bahia, faz a linha mais calma e motivadora, que passaria confiança aos atletas. Émerson Leão, atualmente no São Caetano, tem um estilo mais durão, que poderia dar uma sacudida na equipe.
Enquanto um novo técnico não é contratado, o Palmeira fica sob o comando de Narciso, treinador das categorias de base. Ele dirigirá a equipe no próximo compromisso, no domingo, contra o arquirrival Corinthians no Pacaembu.




Paulo Henrique Ganso vive 'dia D' para trocar o Santos por Grêmio ou São Paulo
Paulo Henrique Ganso vive 'dia D' para trocar o Santos por Grêmio ou São Paulo
14/09/2012 - 06h00

São Paulo e Grêmio mostram suas armas, e Ganso tem dia D para sair do Santos

Marinho Saldanha, Renan Prates, Ricardo Perrone e Samir Carvalho
Do UOL, em Porto Alegre, São Paulo e em Santos

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Vinte e cinco dias depois, a novela envolvendo o nome do meia Paulo Henrique Ganso está bem próximo do fim. Os dois times mais interessados em contratar o jogador, São Paulo e Grêmio, já mostraram até onde podem chegar, e as intensas reuniões agora dão lugar para as definições, para alívio de são-paulinos, gremistas e santistas.

PH Ganso fica entre Grêmio e São Paulo

  • Ricardo Nogueira/Folhapress Tanto gaúchos quanto paulistas querem o meia que viveu momentos intensos na quinta-feira. Porém, o destino só será conhecido nesta sexta, se a novela realmente for encerrada com final feliz para alguém
O São Paulo externou de forma oficial duas propostas para o Santos, que recusou ambas. O Tricolor paulista cogitou inclusive em pagar os R$ 23,8 milhões pedidos pelos dirigentes do Peixe pelos 45% dos direitos econômicos que possuem do jogador, mas a negociação não evoluiu na rapidez necessária para evitar o assédio de outros times.

Neste contexto, surgiu o Grêmio. No início, o interesse gremista parecia uma forma de tumultuar a negociação e deixar o São Paulo pressionado, mas nesta quinta-feira a reunião com a DIS (fundo detentor dos outros 55% dos direitos de Ganso) deixou o Tricolor gaúcho em pé de igualdade da negociação.

Os dirigentes do clube do sul do país mudaram o discurso e passaram a exibir confiança no êxito da negociação. Ganso viria para o Grêmio com o apoio de empresas parceiras do clube e da OAS (parceira na construção da Arena).  Os mesmos investidores já tentaram trazer Ronaldinho Gaúcho e Giuliano, mas ambas as negociações foram fracassadas. O fato é que a tão falada prioridade do São Paulo para contratar Ganso acabou. Pelo menos visão dos gremistas.

"O presidente Paulo Odone pilota o processo. O que nós podíamos fazer, já fizemos, que era a aproximação e encontro com o profissional. Agora estamos na engenharia financeira da contratação, que é muito difícil. Mas aqui sempre agimos de forma transparente com o torcedor. Não fizemos loucura. Conversamos com o atleta e seus procuradores. Os números são compatíveis com o Grêmio, viáveis. Temos que encontrar a solução para encaixar algumas peças neste quebra-cabeça. Os números estão acertados. Faltam detalhes", disse Paulo Pelaipe, diretor executivo de futebol do Grêmio, após a vitória desta quinta contra o Náutico.

Além de acertado com a DIS, o Grêmio já tem um acordo com o Santos. O próprio presidente do clube paulista, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, externou publicamente que prefere ver Ganso no sul do país do que em um dos maiores rivais santistas. Mas para o Tricolor gaúcho, o que ainda emperra é a vontade do jogador em vestir a camisa do São Paulo.

O São Paulo negocia com a DIS como poderá pagar os R$ 23,8 milhões pedidos pelo Santos por Ganso. Não é descartada uma ajuda financeira do fundo, já que o seu dono, Delcir Sonda, é torcedor declarado do Inter, arquirrival do Grêmio. O diretor de futebol do time paulista, Adalberto Baptista, ganhou carta branca para intermediar as negociações. Ele aposta no poder de sedução ao jogador. Até a camisa 8 (usada pelo seu ídolo Kaká) foi reservada para o meia santista, que se encantou com a possibilidade de jogar num clube com a estrutura do Tricolor paulista.

No Grêmio, a negociação ganhou proporções maiores pelos fatores políticos que a envolvem. O atual comando gremista, casualmente ou não, passou a admitir publicamente a negociação logo depois de Fábio Koff [candidato à presidência pela oposição] garantir que tem um 'reforço misterioso' já contratado para caso vença o pleito. A eleição ocorre, em primeiro turno, em setembro. Concretizando a compra de Ganso, Odone [que concorre à reeleição] amplia o apoio popular, já que em segundo turno a disputa presidencial gremista terá participação dos associados.

No São Paulo, Ganso também pode ser 'cabo eleitoral'. O presidente Juvenal Juvêncio precisa de um fator extra-campo que faça o torcedor esquecer o desempenho cambaleante do clube no atual Brasileirão. Contratar Ganso cairia como uma luva nesse contexto. Mas perder o jogador para o Grêmio irá gerar uma cobrança ainda maior no mandatário, que articula para escolher um sucessor para as eleições de 2014. O São Paulo pode até ver o camisa 10 santista migrar para o rival gaúcho. Mas irá brigar até o fim.

Paulo Henrique Ganso

Foto 426 de 426 - Paulo Henrique Ganso do Santos disputa bola com Darío Conca do Fluminense Ricardo Ayres/Photocamera/Divulgação


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