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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

São Paulo usa histórico no Morumbi para abrir vantagem sobre o Bolívar

Com 80% de aproveitamento em casa na Libertadores, Tricolor tenta confirmar favoritismo para evitar sufoco em La Paz, no dia 30


torcida São Paulo Morumbi jogo Universidad (Foto: Marcelo Prado / Globoesporte.com)São Paulo terá o apoio da torcida e do Morumbi
A estreia no Campeonato Paulista contra o Mirassol foi apenas um aperitivo para o prato principal que o São Paulo não consome há dois anos. O apetite pela Libertadores é voraz. Favorito e dono de um elenco badalado, o Tricolor desponta como um dos favoritos ao título, mas antes precisará se livrar do primeiro mata-mata para chegar aos grupos. Nesta quarta-feira, o time recebe o Bolívar, às 22h, agarrado a um histórico mais que positivo em jogos no Morumbi.
A equipe pisará no gramado de seu estádio com um retrospecto amplamente favorável para encarar um adversário eliminado pelo Santos em 2012 perdendo por 8 a 0, na Vila Belmiro. Em 70 partidas no maior torneio das Américas, o aproveitamento é de 80,4% dos pontos – 53 vitórias, dez empates e apenas sete derrotas.
É nele que o técnico Ney Franco e os jogadores confiam para um início que possa dar tranquilidade à equipe. A meta é abrir uma boa vantagem de gols para não sofrer com o poder dos bolivianos nos 3.660m de altitude de La Paz, palco da segunda partida, marcada para o dia 30 de janeiro. Quem vencer, cairá no Grupo 3, com Arsenal, da Argentina, The Strongest, da Bolívia, e Atlético-MG.

O Bolívar assume a condição de azarão, mas tenta levar para as alturas um resultado que lhe dê condições de ainda sonhar em eliminar uma das principais forças do continente. Para isso, o técnico Miguel Portugal não esconde sua tática: armar a equipe na retranca e tentar explorar espaços em contra-ataques.
Marcelo Silveira, do Uruguai, apita a partida. Os auxiliares, também uruguaios, são Mauricio Espinosa e Marcelo Costa. A TV Globo transmitirá a partida ao vivo para os estados de São Paulo, Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Pará (exceto para a região de Santarém) e Distrito Federal. O GLOBOESPORTE.COM acompanha a partida em Tempo Real.

São Paulo: Ney Franco mudou de opinião no último treino e decidiu mexer. O meia Paulo Henrique Ganso perdeu a vaga de titular para o atacante Aloísio. Assim, o treinador resgata o esquema 4-3-3, campeão da Copa Sul-Americana. Na lateral esquerda, Cortez, recuperado de dores na coxa direita, volta na vaga de Carleto. A formação é a seguinte: Rogério Ceni, Douglas, Lúcio, Rhodolfo e Cortez; Wellington, Denilson e Jadson; Aloísio, Luis Fabiano e Osvaldo.
Bolívar: o time deve repetir a escalação que bateu o La Paz por 1 a 0 no último sábado, pelo Campeonato Boliviano. O técnico espanhol Miguel Portugal contará novamente com o atacante uruguaio William Ferreira, que retornou recentemente ao grupo após uma temporada no Liverpool, do Uruguai. Outra aposta é o goleiro argentino Marcos Arguello. Os celestes devem entrar em campo com: Arguello; Christian Vargas, Nelson Cabrera, Albarracín e R. Cardozo; Walter Flores, Damir Miranda, Lizio, Alvarez e J. Arce (Maygua); William Ferreira.

São Paulo: o zagueiro Paulo Miranda, expulso na decisão da Copa Sul-Americana do ano passado, cumpre suspensão.
Bolívar: ninguém.


São Paulo: Jadson voltará a atuar na função em que se encontrou no Tricolor. Atuando como um meia clássico centralizado, o baixinho subiu de produção e fez o gol que fechou a vitória sobre o Mirassol. É pelos pés dele que a equipe tentará furar o bloqueio boliviano.
Bolívar: o capitão dos celestes, o atacante uruguaio William Ferreira, retornou ao time na partida contra o La Paz depois de ter passado uma temporada no Liverpool, do Uruguai. E sua volta já foi com gol. Ele fez o único da vitória do Bolívar pelo campeonato nacional e é a esperança de gols também para o confronto no Morumbi.



Ney Franco, técnico do São Paulo:Nosso primeiro pensamento é a vitória. Se tivermos competência para ganhar bem, melhor. Claro que temos de pensar no segundo, na altitude, mas primeiro é colocar nossa força máxima em termos de entrega para vencer em casa”.
Marcos Arguello, goleiro do Bolívar: “Nós podemos causar danos ao São Paulo. Em campo, são 11 contra 11. A diferença é somente em termos econômicos, já que a equipe deles vale mais de US$ 5 milhões e a nossa menos de US$ 1 milhão”.



* Quem tem vantagem? Confira o histórico do confronto na Futpédia
* Retrospecto do Tricolor em casa é amplamente favorável. Em 70 partidas na Libertadores, o aproveitamento é de 80,4% dos pontos. Foram 53 vitórias, dez empates e apenas sete derrotas.

O São Paulo e Bolívar foram rivais de grupo na Taça Libertadores de 1992, ano em que o clube tricolor conquistou a competição pela primeira vez em sua história. Na Bolívia, em jogo disputado no Estádio Hernando Siles, em La Paz, empate em 1 a 1. No Morumbi, no dia 14 de abril, o time comandado por Telê Santana venceu por 2 a 0, gols de Antônio Carlos e Macedo.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Michael Bisping acusa Vitor Belfort de usar anabolizantes: 'Sempre fez'


Adversário do brasileiro no UFC São Paulo, britânico sugere que rival 
utiliza substâncias proibidas e critica lutador pela atitude: 'Eu não uso'

Por SporTV.comSão Paulo
Michael Bisping não tem segurado a língua antes ao falar do duelo com Vitor Belfort no UFC São Paulo, que acontece sábado, no Ginásio do Ibirapuera. Além de detonar com o brasileiro na entrevista coletiva de quinta-feira, ao chamá-lo de hipócrita e compará-lo com um hooligan, ele ainda fez acusações. Em entrevista ao "SporTV News", Bisping sugere que Belfort usa anabolizantes e dá a entender que isso acontece de forma contínua.
- Ele já falhou em exames antidoping antes. Não responde a perguntas sobre isso agora. Acho que ele está usando esteróides anabolizantes, como ele sempre faz. E ele está perdendo a calma - disse.
- Se ele quer desrespeitar a si mesmo, o corpo e o esporte fazendo isso, é problema dele, não meu. Eu não uso. Nunca coloquei nada além de proteína no meu corpo - afirmou
Após a coletiva, os dois posaram para os fotógrafos e se estranharam diante das câmeras, no que foi considerado uma das encaradas mais agressivas dos últimos tempos no UFC. Bisping não gostou de ser tocado pelo brasileiro e, ao se comparar com Belfort, deixou claro que não faz uso de anabolizantes.
Vitor Belfort e Bisping na coletiva do UFC em São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Vitor Belfort e Bisping na coletiva do UFC em São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
O técnico do brasileiro, Zé Mário Sperry, partiu em defesa do lutador ao saber das declarações do britânico, mas não demonstrou preocupação com as acusações.
- O Bisping pode falar o que ele quiser. Quem tem que saber disso é a comissão atlética. Eu não faço exame médico, nem o Bisping. Quem faz exames médicos é a comissão atlética e todo mundo vai passar por doping. Tomara que ele passe também - disse.
A pesagem  do UFC São Paulo ocorre nesta sexta, às 16h (de Brasília). O evento será realizado na noite deste sábado, no ginásio do Ibirapuera, com Vitor Belfort x Michael Bisping como atração principal. O coevento principal será o duelo entre Daniel Sarafian e CB Dollaway. O canal Combate fará a transmissão ao vivo e com exclusividade, a partir das 20h. O SPORTV.COM acompanha tudo em Tempo Real.
UFC São Paulo
19 de janeiro de 2013, em São Paulo (SP)
CARD PRINCIPAL
Vitor Belfort x Michael Bisping
Daniel Sarafian x CB Dollaway
Gabriel Napão x Ben Rothwell
Thiago Tavares x Khabib Nurmagomedov
CARD PRELIMINAR
Godofredo Pepey x Miltinho Vieira
Ronny Markes x Andrew Craig
Diego Nunes x Nik Lentz
Edson Barboza x Lucas "Mineiro" Martins
Iuri Marajó x Pedro Nobre
Ildemar Marajó x Wagner Caldeirão
C.J. Keith x Francisco Massaranduba

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Apresentação de Pato terá transmissão ao vivo a partir de 12h

Reforço, que inicialmente trabalharia no campo, faz treino na academia do clube. Veja primeira coletiva do atacante no GLOBOESPORTE.COM

Por GLOBOESPORTE.COM
São Paulo
Pato aparece no campo, mas não treina com bola
(Foto: Diego Ribeiro / Globoesporte.com)

A expectativa era de que Alexandre Pato tivesse seu primeiro contato com a bola no Corinthians nesta sexta-feira pela manhã. Mas o reforço deixou um clima de suspense no ar. Pisou no gramado, mas apenas para falar com o técnico Tite, logo no início da atividade. Depois, exercitou-se na academia e não trabalhou com o restante do elenco como era esperado. O que é certo é que ele será apresentado após o treino, no fim desta manhã, no CT Joaquim Grava. E o GLOBOESPORTE.COM transmite a primeira coletiva do jogador ao vivo, a partir de 12h.

Na última quinta-feira, o jogador desembarcou em São Paulo no início da manhã. Em rápido contato com os jornalistas no aeroporto, Pato afirmou estar ansioso por sua primeira partida.

Depois, visitou o CT corintiano para conhecer as instalações do clube. No local, teve rápido contato com os jogadores e conversou com Cleber Xavier, auxiliar do técnico Tite.

Horas mais tarde, o novo camisa 7 do Corinthians passou por exames e foi liberado pelos médicos para atuar normalmente. O atleta se submeteu até a uma biópsia muscular para analisar os motivos de ter enfrentado uma série de lesões com a camisa do Milan no último ano. Para alegria da Fiel, os resultados dos testes realizados por Pato não indicaram qualquer alteração que o impeça de jogar em alto rendimento.
Pato conversa com Tite no campo (Foto: Marcos Ribolli/GLOBOESPORTE.COM)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Messi busca quarta Bola de Ouro, e Neymar tenta o bi do gol mais belo

Em disputa com Cristiano Ronaldo e Iniesta, argentino deverá quebrar novo recorde na história. Cerimônia da Fifa pode premiar até seis brasileiros

Por GLOBOESPORTE.COM
Zurique, Suíça

Lionel Messi e o Teatro Kongresshaus, em Zurique, cidade-sede da Fifa, voltarão a se encontrar nesta segunda-feira. O relacionamento já é relativamente antigo, desde que o craque argentino passou a ser nomeado entre os melhores do mundo na última década - posto máximo que assumiu desde 2009 e não largou mais. Ao mesmo tempo, conforme coleciona Bolas de Ouro, deixa a festa de gala da entidade máxima do futebol cada vez menos surpreendente. Diante de Cristiano Ronaldo, do arquirrival Real Madrid, e Andrés Iniesta, companheiro seu no Barcelona, a expectativa é que o camisa 10 quebre mais um recorde em cerimônia que pode premiar até seis brasileiros, incluindo Neymar, que busca a "dobradinha" com o golaço de 2012. O GLOBOESPORTE.COM transmite ao vivo a partir das 15h30m (de Brasília). O SporTV também acompanha.
Messi com as três Bolas de Ouro: quarta a caminho? (Foto: Editoria de Arte/Globoesporte.com)

Se o imenso favoristimo se confirmar, Messi irá faturar a sua quarta Bola de Ouro, também a quarta seguida (apenas em 2009, na primeira conquista, a premiação da Fifa e a da France Football não eram alinhadas). Ele deixará para trás o brasileiro Ronaldo, os franceses Michel Platini e Zinedine Zidane, e os holandeses Johan Cruyff e Marco van Basten, que por três anos foram eleitos os melhores do mundo, seja pela entidade (desde 1991) ou pela renomada revista francesa (desde 1956).

Dentre os destacados, apenas o atual presidente da Uefa conquistou a Bola de Ouro da "France Football" três vezes em sequência (1983, 1984 e 1985), quando defendia o Juventus, da Itália, além da seleção francesa. Já Ronaldo Fenômeno, que estará presente na cerimônia em Zurique e revelou ter votado em Messi, levou o prêmio da Fifa em 1996, 1997 e 2002 - nos últimos dois anos também faturou pela revista francesa.

Lionel, Cristiano e Andrés

Se a premiação é individual, o argentino é justamente o preferido entre as casas de apostas pelos seus feitos particulares. Em um ano em que o Barcelona levantou apenas um troféu (a Copa do Rei), o camisa 10 do Barcelona estabeleceu novas marcas - a principal delas ao superar Gerd Müller e anotar incríveis 91 gols em 69 jogos, brilhando também pela Argentina, como no amistoso contra o Brasil, em junho, quando marcou três vezes.
Messi, Cristiano Ronaldo ou Iniesta: quem levará a
Bola de Ouro Fifa de 2012? (Foto: AFP)

Cristiano Ronaldo, por sua vez, aposta justamente no oposto. Campeão da Supercopa da Espanha e do Campeonato Espanhol - com direito a golaço decisivo no Camp Nou -, o craque português ainda levou seu país até a semifinal da Eurocopa. O sonho do título - e muito provavelmente também da nomeação de melhor do mundo - parou na disputa de pênaltis contra a campeã Espanha.

É aí que entra Andrés Iniesta. Coadjuvante de Messi no Barcelona, o meio-campista ganhou notoriedade por ter sido o craque da competição na Polônia e Ucrânia, além de ter sido eleito o melhor jogador europeu da temporada 2011/2012 em eleição da Uefa. Na ocasião, Iniesta subiu ao palco juntamente a Messi e Ronaldo e levou o prêmio. Agora, numa votação com treinadores e capitães das 209 seleções filiadas à Fifa, além de outros 49 jornalistas escolhidos pela "France Football", as chances do espanhol parecem minimizadas pelo talento do maior jogador da atualidade.


Liderados por Neymar, brasileiros têm boas chances

Messi tem tudo para ser o carro-chefe da solenidade, mas está longe de ser a única grande atração. A começar por Neymar. Eleito o 10º melhor do mundo em 2011, quando conquistou a Taça Libertadores, o craque do Santos e da seleção brasileira busca uma classificação individual melhor, uma vaga na equipe do ano e, quem sabe, o bicampeonato no Prêmio Puskas, criado em 2009 em homenagem ao húngaro Ferenc Puskas, vice-campeão da Copa do Mundo de 1954.


O gol marcado diante do Internacional, no dia 7 de março, pela Libertadores, na Vila Belmiro, é o que mais credencia o atacante a comemorar algum feito. Ele concorre com o colombiano Falcao García, do Atlético de Madri, e o eslovaco Miroslav Stoch, do Fenerbahçe (veja os gols ao lado).

Na seleção de 2012 (a FifPro World XI), pode-se dizer que a missão de Neymar é um tanto quanto mais árdua. O santista concorre a uma das três vagas no ataque com outros 14 jogadores, incluindo as barbadas Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. Nomes como Didier Drogba (ex-Chelsea e atualmente no Shanghai Shenhua), Falcao García (Atlético de Madri), Zlatan Ibrahimovic (Paris Saint-Germain) e Robin van Persie (Manchester United) também parecem em tese à frente do brasileiro.

Na defesa, porém, são grandes as chances de ao menos um brasileiro figurar entre os quatro melhores. Entre os 20 atletas estão o lateral-direito Daniel Alves (Barcelona), os zagueiros David Luiz (Chelsea) e Thiago Silva (Paris Saint-Germain) e o lateral-esquerdo Marcelo (Real Madrid).
Golaço de Neymar contra o Internacional é forte candidato (Foto: Ricardo Saibun/Divulgação Santos F.C.)

De Scolari a Leandro Damião

Treinadores, como de costume, também serão premiados. Desta vez das mãos de Luiz Felipe Scolari, nomeado em dezembro o novo técnico da seleção brasileira. Ele entregará o prêmio em mãos a Josep Guardiola, ex-Barcelona e em férias desde maio, ou Vicente del Bosque, da Espanha. José Mourinho, do Real Madrid e outro concorrente, avisou que não viajaria por estar preocupado com um confronto do time merengue pela Copa do Rei. Na categoria feminina, concorrem Pia Sundhage (ex-Estados Unidos), Bruno Bini (França) e Norio Sasaki (Japão).
Felipão entregará prêmio aos melhores técnicos
de 2012 (Foto: Agência AFP)

Entre as atletas, Marta tenta conquistar o seu sexto título na sétima indicação. Aos 26 anos, contudo, é provável que a atacante do Tyresö FF, da Suécie, presencie uma "dobradinha" americana, já que Abby Wambach e Alex Morgan foram duas das maiores responsáveis pelo título dos Estados Unidos nas Olimpíadas de Londres.

Outro brasileiro em destaque será Leandro Damião. O atacante do Internacional, que levou a medalha de prata com a equipe de Mano Menezes, receberá uma homenagem por ter sido o artilheiro dos Jogos Olímpicos, com cinco gols. Haverá ainda o Prêmio Fifa Fair Play (a Federação Guatemalteca de Futebol, o clube turco Eskisehirspor e a Federação Uzbeque de Futebol concorrem) e o Prêmio Presidencial, concedido a uma pessoa ou instituição que tenha dado uma contribuição superlativa ao futebol.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Timão aposta em Guerrero e Pato para acabar com baixa do ataque


Herói do Mundial e possível reforço de peso enfrentarão em 2013 pressão de resgatar setor. Volante Paulinho foi artilheiro de 2012, com só 13 gols

Por Carlos Augusto FerrariSão Paulo
Montagem, Paolo Guerrero e Pato (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)Guerrero e Pato devem ser centroavantes do Timão
(Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)


O Corinthians espera por Alexandre Pato - a contratação deve ser fechada em 3 de janeiro - para tentar acabar de vez com um problema que ferveu os miolos do técnico Tite em 2012. Apesar dos gols decisivos de Paolo Guerrero no Mundial de Clubes e dos dois títulos conquistados na temporada, o Timão sofreu com o baixo aproveitamento dos atacantes.
Não por acaso, o volante Paulinho terminou o ano como o artilheiro alvinegro. A marca alcançada por ele, porém, não é das mais expressivas para um goleador. O marcador, decisivo no esquema tático do treinador pela forma como aparece no setor ofensivo, balançou as redes adversárias 13 vezes. Muito para um defensor, pouco para um clube acostumado com decisões.

Em comparação com os rivais, o artilheiro corintiano tem o pior desempenho. Todos são atacantes. Neymar fez nada menos que 43 pelo Santos. Já Luis Fabiano anotou 32 com a camisa do São Paulo. Até mesmo o rebaixamento Palmeiras foi melhor. O argentino Barcos guardou 28.
O desempenho dos atacantes do Corinthians foi bem abaixo do que os alvinegros projetaram para o ano. Autor de dois na decisão da Taça Libertadores, Emerson fez 12 e terminou em segundo na lista do clube. A terceira posição na relação é ocupada por outro meio-campista, Danilo, com 11.
Abaixo dele, ninguém sequer chegou aos dez. Herói no Mundial, Guerrero comprova como o aproveitamento do setor foi baixo. O jogador chegou ao clube em meados de julho e, mesmo tendo atuado em apenas 17 partidas, anotou oito gols, terminando em quarto.
O pior desempenho na atual temporada pertence a Jorge Henrique. Titular na última partida do Mundial e muito importante defensivamente no esquema tático, o atacante participou de 43 partidas e anotou somente três gols. Elton, emprestado ao Vitória, tem a mesma marca. Gilsinho e Adriano, outros que saíram durante a temporada, fizeram um.
Liedson e Willian, que deixaram o clube após a Libertadores, sem terem se firmado como titulares, fizeram cinco cada. O número é apenas abaixo de Romarinho, reforço para o segundo semestre e titular em praticamente todo o Campeonato Brasileiro. O Levezinho, aliás, liderou os números em 2011, com 23.
À espera de uma resposta do Milan sobre a oferta corintiana, Pato chegará ao clube cercado de expectativa. Entretanto, os números dele na parte final de 2012 não são dos melhores. Com alguns problemas físicos, o jogador foi a campo só sete vezes e fez dois gols. Bem menos do que a Fiel e a diretoria esperam dele.

Ayrton Senna aparece apenas em 4º em top 10 da F-1 de revista italiana


Tradicional 'Autosprint' elege argentino Juan Manuel Fangio como melhor da história e coloca Schumacher e Jackie Stewart à frente do brasileiro

Por GLOBOESPORTE.COMRoma, Itália
Ayrton Senna, no GP da França de 1992 (Foto: Getty Images)Senna no GP da França de 92 (Foto: Getty Images)
Considerado o melhor piloto da história da Fórmula 1 por muitos especialistas e torcedores, o tricampeão Ayrton Sennaaparece apenas na quarta posição na lista elaborada pela revista italiana Autosprint. Na opinião da publicação, o brasileiro fica atrás do argentino Juan Manuel Fangio, pentacampeão nos primórdios da F-1, na década de 1950, do heptacampeão Michael Schumacher, e também de Jackie Stwewart, tri em 1969, 71 e 73. O único piloto em atividade que aparece na lista de dez nomes da revista é o alemão Sebastian Vettel, que sagrou-se o tricampeão mais jovem da categoria em 2012. Da lista, apenas Stirling Moss não conquistou nenhum título. O britânico foi quatro vezes vice na década de 1950. Outros brasileiros campeões mundiais como o tri Nelson Piquet e o bi Emerson Fittipaldi ficaram fora da lista.
A revista também fez um top 10 com os dez melhores pilotos de endurance e rali. Nas provas de resistência, quem ficou com o primeiro lugar foi o ex-F-1 Jacky Ickx, hexa da lendária 24 Horas de Le Mans. Já entre os pilotos de rali, a ponta foi de Sébastien Loeb, campeão das últimas nove edições do Mundial de Rally.
Confira a lista da Autosprint:
1º - Juan Manuel Fangio (ARG)
2º - Michael Schumacher (ALE)
3º - Jackie Stewart (GBR)
4º - Ayrton Senna (BRA)
5º - Jim Clark (GBR)
6º - Alain Prost (FRA)
7º - Stirling Moss (GBR)
8º - Alberto Ascari (ITA)
9º - Niki Lauda (AUS)
10º - Sebastian Vettel (ALE)
E você? Concorda com a lista? Dê sua opinião e monte a sua nos comentários

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Entre a esperteza e a trapaça: como o 'jeitinho brasileiro' entra em campo


Personagens de diferentes áreas do futebol discutem os limites da malandragem: outra face do talento ou concessão à desonestidade?

Por Alexandre AlliattiG1, Rio de Janeiro
soccerex coletiva Chris Eaton (Foto: André Durão/Globoesporte.com)Chris Eaton, diretor de integridade da ICSS, tem 
opinião forte: simulação pode levar à corrupção
(Foto: André Durão/Globoesporte.com)
Chris Eaton, um australiano, é diretor de integridade da ICSS, o Centro Internacional de Segurança no Esporte, entidade sem fins lucrativos criada no Qatar para investigar, em diálogo com a Fifa, questões relacionadas à proteção aos atletas, ao comportamento deles em campo e ao combate à corrupção, expressa principalmente com a venda de resultados. Quando vê um jogador de futebol simulando, fingindo, enganando o árbitro, o dirigente sente um temor: de que aquele sujeito de chuteiras seja um corrupto em potencial.
É uma visão combativa, certamente vista como exagerada por muitos. E que amplia a discussão sobre os limites da simulação em um campo de futebol. Para Eaton, no momento em que um jogador abre brecha para o fingimento com o objetivo de vencer uma partida, a corrupção está mais viva; se o atleta dá uma concessão à burla da regra, também faz uma concessão em seu caráter, e aí abre o caminho até para ajeitar resultados - a grande preocupação dele na ICSS.
Será? No futebol brasileiro, tão acostumado à encenação, a opinião de Chris Eaton pode soar radical. É uma questão de estabelecer onde fica a fronteira entre o legal e o ilegal, o moral e o imoral: se o fingimento é mais uma face da esperteza ou se é pura e crua trapaça. Em um debate com mais perguntas do que respostas, o GLOBOESPORTE.COM ouviu personagens de diferentes áreas do futebol para discutir os limites da malandragem, do jeitinho brasileiro, nos campos de futebol - para tentar entender de onde viemos e para onde vamos.

Luiz Adriano se desculpa, Seedorf faz pedido
"O choro é livre", escreveu o brasileiro Luiz Adriano, atacante do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, no dia 20 de novembro, em seu perfil no Twitter. No instante em que usava o limite de 140 caracteres da rede social para ironizar seus críticos, o jogador já era alvejado por meio mundo por causa do gol que acabara de marcar sobre o Nordsjaelland, da Dinamarca, pela Liga dos Campeões da Europa. Depois de a arbitragem parar o jogo para atendimento médico a dois atletas, Luiz Adriano pegou uma bola que aparentemente seria devolvida ao adversário, driblou o goleiro e fez o gol (recorde no vídeo). Ao fintar a gentileza, um mandamento das quatro linhas em lances de lesão, Luiz Adriano ajudou sua equipe a golear por 5 a 2, mas se deu mal depois: levou um jogo de suspensão, teve que pedir desculpas públicas, virou sinônimo de desrespeito ao fair play. E apagou a mensagem que deixou no Twitter...
Os lamentos, pelo extremismo do lance, foram quase unânimes - Luiz Adriano argumentou queestava desatento na jogada, incapaz de perceber que era um momento de fair play. A revolta se sustentou em uma percepção: de que mais do que um desrespeito à regra, foi um momento de desconsideração à moral do esporte - esse conjunto invisível de normas que dita o comportamento dos atletas enquanto estão competindo.
O lance de Luiz Adriano pode ser cruzado com declarações dadas em outubro por Clarence Seedorf. O holandês do Botafogo se mostrou incomodado com aquilo que ele diagnosticou como um hábito do jogador brasileiro: simular, fingir, tentar levar vantagem (observe no vídeo ao lado).
- O futebol tem uma importância enorme, socialmente falando, e os jogadores precisam ser mais leais. Ser malandro parece um pouco demais. É importante que haja solidariedade, que sejam honestos. (...) Jogar-se no chão para o árbitro entender mal a jogada é uma malandragem, e não respeito isso - disse o jogador ao "Esporte Espetacular".
Esperteza ou trapaça? Outra face do talento ou concessão à desonestidade? Abaixo, o leitor encontra a visão de personagens de campos variados do futebol sobre o assunto.
De onde viemos: a sociedade, a cultura, a arbitragem
Paulo Autuori treina a seleção do Qatar. O Oriente Médio é mais uma cultura a rechear a carreira do técnico brasileiro, campeão por clubes como Botafogo, Cruzeiro e São Paulo. Ele já teve vivências na América do Sul (Peru), na Europa (Portugal) e na Ásia (Japão). Conhece diferentes sociedades e os códigos que as regem. E parte de uma ideia inicial ao analisar o comportamento dos atletas: de que absolutamente nada no futebol brasileiro pode ser observado fora do contexto social do próprio país.
Paulo Autuori, do Al-Rayyan, do Qatar (Foto: Divulgação)Paulo Autuori, técnico do Qatar, alerta contra a
hipocrisia no futebol Foto: Divulgação)
- O futebol é um fenômeno sócio-econômico. Não podemos deixar de associar o lado cultural com as coisas que se passam na sociedade. Acho muita graça quando um cidadão comum fica p... porque alguém tenta passar a perna nele. O cara fica p.... Mas quando é o time dele que ganha num lance de malandragem, ele acha legal. Como cidadão, não gosta de ser ludibriado, mas se transforma quando é torcedor e admite essa malandragem para que seu time ganhe. É uma contradição. Cheira a hipocrisia. Nunca vou deixar de associar esse lado social desse lado esportivo. Trabalhamos no futebol, mas existe uma vida por trás - opina o treinador, por telefone, desde Doha, no Qatar.
Ou seja: um sujeito se irrita quando alguém fura a fila, quando o ônibus não para no ponto, quando o teleatendimento de uma empresa qualquer o segura durante eternidades na linha, mas aceita que seu centroavante cave um pênalti. Ronaldo Helal, sociólogo, professor da faculdade de comunicação social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, corrobora a visão de Autuori ao lembrar que a malandragem é um elemento da cultura brasileira - por vezes louvado, visto por um viés positivo, de criatividade, de inteligência. Ele lembra de dois personagens clássicos de nossa literatura: Leonardo, em "Memórias de um Sargento de Milícias", de Manuel Antônio de Almeida, e Macunaíma, o herói sem caráter de livro homônimo de Mário de Andrade. Os malandros cantados por Chico Buarque, Bezerra da Silva ou Zeca Pagodinho ou encenados por Hugo Carvana, Nuno Leal Maia ou Joel Barcelos também são exemplos.
- Isso não está no eu. Está no nós. É da literatura, e vai para a imprensa. O aluno passa no vestibular e mente que levou uma vida normal, que não estudou tanto assim. O repórter pega e deixa a edição mais bonita. É assim. É uma coisa cultural mesmo.
Jefferson no treino do Botafogo (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)Jefferson vê simulações como um defeito do atleta
brasileiro (Foto: Cezar Loureiro / Agência O Globo)
Daí para o campo, é um passo. Parece claro que se trata de uma característica do jogador brasileiro. Mas a dúvida, maleável de acordo com a opinião de cada um: é um defeito? Para Jefferson, goleiro do Botafogo e da seleção brasileira, é.
- Cada país tem uma cultura. Na Argentina, os caras são catimbeiros. O brasileiro gosta de ser esperto, quer ser malandro. E acha que é mais esperto que o outro. É um defeito. É feio. O jogo fica ruim. E sabemos que os goleiros também fazem isso. Às vezes, está 1 a 0 e o cara fica matando tempo - observa o jogador.
Mas a visão crítica não é unânime. Há quem veja nessa malandragem uma simples ação de jogo, um macete legal para vencer a partida. Zinho, ex-jogador da seleção brasileira, ex-treinador do Miami FC e ex-diretor do Flamengo, acha válido, por exemplo, um atleta forçar o terceiro cartão amarelo em seu time quando está convocado para defender a Seleção. Em lances de simulação, ele opina que cabe mais ao árbitro punir do que ao jogador evitar.
- A questão do cartão é até normal. O cara já vai ficar fora do jogo. Não me parece que seja burlar a lei. E a simulação, cabe ao árbitro punir. Tem coisas que fazem parte, que são da atmosfera do futebol, mas não podem ser ilegais. Se o jogador simula, o árbitro tem que punir. Se não pode proibir o jogador de matar tempo, tem que dar acréscimo.
Em 2011, Kleber Gladiador, hoje no Grêmio, teve um lance parecido com o de Luiz Adriano em jogo entre o Palmeiras e o Flamengo. A bola foi parada para atendimento médico, e parecia que seria devolvida aos rubro-negros. Mas o atacante partiu com ela na direção do gol - chutou para fora (o lance está no quadro abaixo). Depois, declarou:

- Acho que tem muita hipocrisia. O fair play é bom só para tua equipe, né? Para a equipe dos outros, não é bom. É legal o juiz falar que só pode bater a falta depois do apito e mesmo assim o cara bater? É legal? É legal o jogo parar e o cara (em referência a Ronaldinho Gaúcho) tentar tocar por cima do Marcão (o ex-goleiro Marcos) para ganhar tempo? Onde está o fair play?

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Jorge Henrique rebate críticas de corintianos após usar camisa tricolor


Ao lado de outros jogadores, atacante alvinegro tapou o escudo do São Paulo com fita isolante exatamente para demostrar sua ligação com o Timão.

Por GLOBOESPORTE.COMSão Paulo
Uma semana após ter sido um dos destaques da decisão do mundial de clubes da Fifa, contra o Chelsea (ING), no Japão, o atacante Jorge Henrique, do Corinthians, foi criticado por vários torcedores alvinegros. Tudo porque colocou uma camisa do São Paulo em uma pelada festiva realizada em Lagoa Seca, no interior da Paraíba, e organizada pelo volante Denilson, do Tricolor. Com o uniforme da equipe do Morumbi, o jogador fez questão de tapar o símbolo do rival com uma fita isolante. Mesmo assim, foi ofendido por alguns alvinegros no twitter.
Jorge Henrique com a camisa do São Paulo (Foto: Fair Play Assessoria / Divulgação)Jorge Henrique (à esq.) com a camisa do São Paulo (Foto: Fair Play Assessoria / Divulgação)
Através da mesma ferramenta de comunicação, o atacante resolveu se explicar.
- Quero dizer para alguns torcedores do Corinthians que nós acabamos de ser campeões mundiais e vocês estão preocupados com um pano. Se eu não me preocupasse com isso, não teria coberto o escudo do São Paulo. E tem mais. Tenho de honrar a camisa do Corinthians dentro de campo, lutando e dando carrinho como sempre fiz pelo Timão. Não foi à toa que conquistei títulos com essa camisa – afirmou o jogador.
Jorge Henrique disse que, mesmo jogando com o uniforme rival, fez questão de abraçar os corintianos quando marcou um gol na partida.
- Não viajei três horas de carro para chegar na pelada de um amigo e colega de profissão e não jogar por causa de uma camisa. Para quem não estava lá, quando fiz um gol, fui abraçar um grupo de corintianos e não aconteceu nada. Ninguém que estava lá foi embora por causa disso – ressaltou.
Para fechar, o atacante também mandou um recado para os tricolores.
- Quero deixar claro também que não tenho nada contra o torcedor do São Paulo, clube que eu respeito muito. Esconder o escudo foi uma maneira de respeitar a eles e ao Corinthians. Agora chega que vou comemorar o título mundial, como tenho feito todos os dias – finalizou.