Revoltada, torcida do Santos picha "Fora Ganso" no muro personalizado do CT Rei Pelé
30/08/2012 - 06h00
Torcida 'assusta' Ganso no CT, picha muro e meia lamenta 'falta de proteção' da diretoria
Samir Carvalho
Do UOL, em Santos (SP)
Após hostilizar o meia Paulo Henrique Ganso na Vila Belmiro, com
xingamentos e "chuva de moedas", a torcida do Santos estendeu o protesto
contra o jogador no CT Rei Pelé, onde os atletas deixam seus carros
estacionados. O
UOL Esporte apurou que o meia ficou
bastante assustado com a presença dos torcedores no local e reclamou a
funcionários do clube sobre a falta de proteção da diretoria no caso.
Temendo problemas mais sérios, a segurança particular do meia foi
obrigada a pedir reforço, e Ganso deixou o CT cercado por cinco
seguranças. Durante o protesto, os torcedores voltaram a chamar o camisa
10 de mercenário, mas não houve agressão.
Após Ganso deixar o clube, os torcedores picharam os muros do CT Rei
Pelé, exigindo a saída do jogador. A frase “Fora Ganso” foi pichada com
um cifrão ao lado.
Foto 1 de 433 - Torcedores também picharam um dos portões do CT Rei Pelé Samir Carvalho/UOL
O protesto da torcida pode influenciar na saída de Ganso. O atleta está
temeroso em continuar na cidade, pois não sente a proteção dos
dirigentes do clube. Pelo contrário, o atleta acredita que o presidente
Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro e companhia o “jogaram” contra os
torcedores na última sexta-feira, quando publicaram uma nota oficial em
que o meia admitia ser "um prazer jogar no São Paulo", clube que fez
proposta para contratá-lo.
"A nota oficial foi uma coisa infeliz. Não deveria ter sido emitida. Só
serviu para aumentar [a insatisfação da torcida], mas tento manter a
cabeça boa e evitar a briga o máximo possível", avaliou Ganso.
A crise entre Ganso e torcida aumentou após a derrota para o Bahia. No
entanto, o meia fez questão de citar que o movimento não foi algo
generalizado e, por isso, chegou a insinuar foi algo planejado.
“É difícil falar a verdade, é difícil ouvir isso. O estádio inteiro
vaiou o time por causa da derrota. Mas vocês podem ver que é só uma
parte da torcida que está falando isso contra mim”, afirmou o meia.
Elenco do Grêmio se une para evitar interferência de eleições do clube no futebol
30/08/2012 - 09h35
Luxa 'blinda' elenco e grupo político tenta adiar eleições para evitar queda do Grêmio
Marinho Saldanha
Do UOL, em Porto Alegre
Após mais uma vitória pelo Campeonato Brasileiro, desta vez diante do
Vasco, no Olímpico, por 2 a 0, o Grêmio revive o ano de 2008. Disputando
as primeiras posições do certame nacional, o clube gaúcho vê se
aproximar uma eleição para presidente. Temendo a influência de política
no futebol, Vanderlei Luxemburgo tenta 'blindar' o elenco. Enquanto
isso, os grupos políticos se unem para pedir adiamento do pleito.
Lances e gols da 20ª rodada do Brasileirão - 7 vídeos
Dupla de ataque decide e Grêmio vence Vasco por 2 a 0
Inicialmente a eleição gremista ocorre, em primeiro turno [restrito a
Conselheiros], no dia 25 de setembro. Caso dois candidatos superem 20%
dos votos no Conselho Deliberativo, os associados elegerão o novo
mandatário do clube através de votação em 20 de outubro.
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A eleição que se avizinha poderá impor duelo entre Paulo Odone e Fábio
Koff. Apesar de nenhum ter, antecipadamente, admitido candidatura.
Dividido politicamente, o clube tenta evitar que isso se reflita no
futebol, e atrapalhe o bom rendimento do time no Brasileirão.
"Minha parte é isolar o jogador disso. Eles têm é que jogar bola. Essas
coisas não nos interessam. Já me posicionei outras vezes, em outros
clubes, mas agora quero é isolar os jogadores desta parte política. E
ainda, os candidatos que saírem precisam ter esta sensibilidade de
proteger o elenco. Cabe a eles gostarem do Grêmio e evitarem que a
disputa chegue ao vestiário. Quero que a concorrência seja honesta, mas
que fique longe do futebol", pediu o técnico Vanderlei Luxemburgo.
Não foi o que aconteceu em 2008. Na época, o Grêmio liderava o
Brasileirão quando o processo eleitoral teve início. A gestão que
comandava o clube foi derrotada e deu início ao período de transição
durante a disputa do Brasileiro. Por coincidência ou não, o rendimento
caiu, o São Paulo passou e o time gaúcho acabou em segundo.
"Não quero falar sobre isso, não me interessa. Qualquer coisa que eu
faça ou fale pode ser usada de uma maneira que não é legal. Cabe a mim
proteger o elenco. Isso cabe a quem vai concorrer também. O resto não me
interessa mesmo. Não quero me envolver nisso", acrescentou o treinador
gremista.
Para evitar tamanha turbulência interna, o Movimento Grêmio
Independente tenta unir os demais grupos políticos do clube para pedir
adiamento das eleições. Segundo o movimento, o momento é de união pelo
clube e não de disputa eleitoral. Uma série de assinaturas já foram
unidas e serão apresentadas ao Conselho Deliberativo nesta quinta-feira.
Alheio ao momento político, o Grêmio volta a treinar nesta quinta. O
próximo compromisso pelo Brasileirão será no sábado, diante do
Palmeiras, fora de casa. O jogo da 21ª rodada está marcado para as
18h30.
Com Paulo Assunção e Wellington,
4-4-2 está efetivado no São Paulo
Ney Franco havia mudado para o 3-5-2 porque não contava
com volantes de contenção. Como a situação mudou, ele utilizará sua
formação preferida
Por Marcelo Prado e Sergio Gandolphi
São Paulo
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Paulo Assunção está mantido no time
(Foto: Luiz Pires / VIPCOMM)
Preocupado com a instabilidade defensiva do São Paulo, Ney Franco
modificou o esquema tático da equipe tão logo assumiu o lugar que era de
Emerson Leão. Mesmo reconhecendo que é adepto do esquema 4-4-2, ele se
rendeu ao 3-5-2, já que não tinha no elenco um volante específico de
marcação. Denilson, que fazia a função, sempre atuou como segunda peça
do meio-campo. Passados 13 jogos, o treinador já avisou: o esquema de
sua preferência será efetivado de vez na equipe.
Duas peças permitiram essa mudança: Paulo Assunção e
Wellington.
O primeiro, contratado no último dia da janela de transferências, veio
do Atlético de Madri (ESP) e, no último domingo, contra o Corinthians,
fez sua primeira partida como titular. Já o segundo, recuperado de lesão
no joelho esquerdo, será relacionado e ficará como opção no banco de
reservas.
- Mesmo com a volta do Cortez, vamos manter a linha de quatro porque
ganhamos o Paulo Assunção e o Wellington. Isso nos dá a tranquilidade de
atuar no 4-4-2, já que temos atletas específicos de contenção. O
Wellington, após ter sido relacionado contra o Corinthians, já deverá
ficar no banco contra o Botafogo – ressaltou.
Apesar de ter falhado no gol marcado por Emerson Sheik, Paulo Assunção
teve sua atuação aprovada, tanto que continuará na equipe nesta
quinta-feira, contra o Botafogo.
- Para mim ele fez uma boa partida. O sistema defensivo foi mal no
início, mas não só ele, mas também o Rhodolfo, o Toloi. O erro gerou o
gol do Corinthians, mas depois a equipe cresceu e ele teve uma boa
participação. Não podemos só penalizar o Paulo. A sustentação dele no
meio ajudou a equipe crescer – disse.
No entanto, para o bom funcionamento do esquema, é preciso que os
laterais Douglas e Cortez façam com correção a recomposição defensiva.
- É uma das coisas básicas do futebol. Quando um lateral sobe, o outro
fica e faz o papel defensivo. O futebol mudou muito. Não estamos mais em
1995. Naquela época, os times jogavam com dois volantes fixos de
marcação e o resto podia atacar. Hoje isso não funciona. É preciso ter
equilíbrio – afirmou o treinador.
Jogadores do Bahia comemoram gol na vitória por 3 a 1 sobre o Santos, na Vila Belmiro
Bahia vence de virada, derruba invencibilidade do Santos e aumenta pressão sobre Ganso
Samir Carvalho
Do UOL, emSantos (SP)
Após dominar o jogo no primeiro tempo e abrir o marcador, o Santos
sofreu a virada na etapa final e perdeu para o Bahia por 3 a 1 nesta
quarta-feira, na Vila Belmiro, pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Os baianos quebraram a invencibilidade santista de seis jogos na
competição. Além disso, o resultado aumentou a pressão sobre o meia
Paulo Henrique Ganso, pretendido pelo rival São Paulo.
Após a virada do Bahia, os torcedores santistas xingaram o camisa 10 e
atiraram moedas das arquibancadas. Antes do jogo começar, a torcida já
havia trocado os gritos de protesto por desprezo. Durante a tradicional
escalação dos torcedores uniformizados, Ganso não teve seu nome gritado.
Foto 2 de 47 - Valdívia, meia do Palmeiras, recebe atendimento médico durante a partida contra a Portuguesa
Mais Leandro Moraes/UOL
Com a derrota, o Santos permanece com 26 pontos ganhos e cai para a 11ª
colocação. O Bahia chega a 20 pontos e se mantém na 16ª posição. Na
próxima rodada, a equipe santista enfrenta o Sport, no domingo, em
Recife. Já os baianos jogam contra o São Paulo, em Salvador, pela 21ª
rodada do Brasileirão.
O Santos teve a chance de "matar" o jogo no primeiro tempo. O técnico
Muricy Ramalho manteve a postura ofensiva na Vila Belmiro e, por conta
disso, o time dominou o Bahia na etapa inicial. O treinador escalou a
equipe com três atacantes: Neymar, Patito e André.
Os dois primeiros atuavam pelas beiradas do campo e trocavam de posição
– ponta direita e esquerda. Já André manteve seu posicionamento
centralizado dentro da área. O camisa 9, inclusive, aproveitou um dos
lances de Neymar pela direita, e marcou de cabeça o gol santista, após
excelente cruzamento do craque santista. O trio ofensivo do Santos ainda
contava com a armação das jogadas de Paulo Henrique Ganso e constantes
apoios de Bruno Peres e Arouca.
Sendo assim, o Santos encurralou o Bahia no campo de defesa na etapa
incial. Além do gol de André, a equipe santista teve mais cinco chances
claras de gol. Neymar, André e até o marcador Adriano quase marcaram na
etapa inicial. Além deles, Ganso perdeu um gol incrível. Após bela
jogada individual de Patito, que driblou dois marcadores, o meia recebeu
dentro da área, sem marcação, e finalizou para fora.
Gols e lances da 20ª rodada do Brasileirão - 7 vídeos
Bahia vence Santos de virada e derruba invencibilidade
No primeiro tempo, o Bahia só assustou o goleiro Rafael com um chute
forte de Hélder de fora da área, que bateu no travessão. Entretanto, o
“quadro do jogo” mudou na etapa final. Logo no início da segunda etapa,
Souza teve uma grande oportunidade de empatar o jogo, mas conseguiu
chutar para fora, mesmo sem marcação dentro da área.
Porém, não demorou muito para o Bahia empatar. Souza recebeu dentro da
área e chutou de perna direita no canto direito de Rafael para fazer o
gol. A virada aconteceu quatro minutos depois. Neto cobrou falta com
categoria, e o goleiro santista aceitou, sofrendo o gol.
Para piorar a situação do Santos, Zé Roberto tabelou com Souza, que
ajeitou a bola para o meia Gabriel. Ele chutou colocado de fora área e
marcou o terceiro gol do Bahia. O Santos não conseguiu sequer diminuir o
placar e perdeu o jogo de virada.